Religião e covid-19: qual o papel da fé em meio a uma pandemia como esta?

quinta-feira, 22 de abril de 2021





 Qual o papel da religião em meio a uma pandemia com a dimensão da covid-19, situação em que a sociedade global foi colocada diante de uma ameaça de origem “natural” (e não de ordem sociopolítica) em que o ser humano se vê como principal meio (involuntário) de transmissão e disseminação do elemento (vírus) que coloca a própria existência em risco? De que forma a religião – um sistema de crenças e práticas – ordena ou reordena as “certezas abaladas”, que não estão somente em âmbito social, econômico ou político, mas também – e sobretudo –, na dimensão da própria existência humana? Tratei deste tema sobre a religião e a covid-19 na 13ª Carta de Conjuntura da USCS.A pandemia ocasionada pelo novo coronavírus coloca a inteligência humana diante do desafio de descobrir como enfrentá-la. Essa descoberta não se restringe ao “campo técnico científico” (responsável pela circunstância epidemiológica). Colocam-se também os desafios socioculturais, o que admite uma reflexão sobre como as religiões estão aprendendo a lidar com a “nova” situação. Embora a morte não esteja sob o controle de ninguém, até meses atrás tínhamos alguma capacidade de organizar nossa vida a ponto de possibilitar certo nível de “prevenção”.

Com particularidades, devido às desigualdades socioeconômicas do país, uma boa alimentação, exercícios físicos, e uma visita regular ao médico, tudo associado a comportamentos cuidadosos, como dirigir com prudência, poderiam indicar (não garantir) uma vida saudável e com algum grau de longevidade. Com isso, a expectativa de vida do brasileiro, como indicam estudos do IBGE, vem aumentado nas últimas décadas. Quem nascia em 1970, vivia em média 57,6 anos; quem nasceu em 2018, viverá em média 76,3 anos.

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