Paralisação na educação: estudantes vão às ruas em protesto contra cortes

quarta-feira, 15 de maio de 2019


 O governo de Jair Bolsonaro enfrenta nesta quarta-feira (15) o que deve ser a maior onda de protestos contra sua gestão desde que assumiu a presidência, em janeiro. Durante o dia, praticamente todas as capitais do Brasil recebem manifestações críticas aos sucessivos cortes no repasse de verbas na educação, anunciados pelo Ministério da Educação.

O prédio do MEC está desde o início da manhã desta terça-feira (14) cercado por homens da Força Nacional. A solicitação da segurança extra foi feita pelo próprio MEC. A Câmara dos Deputados aprovou também nesta terça a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para explicar, em audiência no plenário da Casa, os cortes orçamentários na área. A expectativa é que o ministro compareça ao Congresso nesta quarta.Desde que assumiu o posto no começo de abril, Weintraub congelou recursos tanto da educação básica quanto das universidades federais. Ao menos 2,4 bilhões de reais que estavam previstos para investimentos em programas da educação infantil ao ensino médio foram bloqueados.

O ministro também declarou que haveria um corte de 30% no orçamento de universidades federais que promovessem “balbúrdia” e tivessem desempenho acadêmico abaixo do esperado.

Ele citou a Universidade Federal da Bahia, a Universidade Federal Fluminense e Universidade de Brasília como alvos, apesar de todas estarem entre as 50 melhores da América Latina segundo o ranking Times Higher Education.
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