Juntas repercutem realização da Marcha da Maconha

quarta-feira, 22 de maio de 2019


Titular do mandato Juntas (PSOL), Jô Cavalcanti repercutiu a Marcha da Maconha, realizada no Recife, no último sábado (18). Em pronunciamento feito na Reunião Plenária desta segunda (20), a parlamentar apontou o fracasso da guerra às drogas, que teria gerado problemas graves para a sociedade, como o encarceramento em massa.

Segundo ela, o uso de entorpecentes deve ser tratado como questão de saúde pública, e não como problema penal. Jô Cavalcanti também criticou a aprovação, pelo Senado Federal. de proposição que altera o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad). Entre outras medidas, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 37/2010 fortalece as comunidades terapêuticas, facilita as internações involuntárias de usuários de drogas e aumenta a pena mínima para o traficante que comandar organização criminosa, de cinco para oito anos de reclusão.

“Essas medidas seguem na contramão dos avanços da política pública de drogas em vários países no mundo e se baseiam em alguns mitos que pretendemos enfrentar. O primeiro deles é que a legalização vai incentivar o consumo”, disse. “A legalização conduzirá a sociedade a aprender a conviver com a questão e a pensar numa política de regulamentação e desincentivo, como tem feito com o cigarro e com o álcool”, emendou.

De acordo com a deputada, a Marcha da Maconha assumiu uma postura informativa, “demonstrando que milhares de pessoas consomem ou lutam pela pauta da legalização das drogas.” “Esse problema precisa urgentemente ser encarado distante da hipocrisia que rege grande parte de nossa política pública”, concluiu.
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