Marcha dos Prefeitos a Brasília é o resgate das cidades do agreste Pernambucano

terça-feira, 9 de abril de 2019


Com o objetivo de apresentar reivindicações ao governo federal, a Marcha dos Prefeitos começa hoje em Brasília e prossegue até a próxima quinta-feira com reuniões internas, alinhando pedidos, e externas, com representantes dos poderes e também organizações de diversas áreas temáticas, como inclusão social, desenvolvimento econômico, participação da mulher na política, entre outras questões. 

Mais de 120 prefeitos de Pernambuco estarão presentes, entre eles Ana Célia prefeita de Surubim, Geraldo Julio (PSB), do Recife, Anderson Ferreira (PR), de Jaboatão dos Guararapes; Professor Lupércio (SDD), de Olinda; e Miguel Coelho (PSB), de Petrolina Edson Vieira de Santa Cruz do Capibaribe. “Vamos reforçar a pauta nacional do Pacto Federativo, pedir a atualização dos programas federais, com um encontro equilibrado de contas e a reforma tributária”, afirmou o presidente da Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco), José Patriota.

Para o líder municipalista, também é importante manter a unidade regional entre os gestores municipais, inclusive entre os do Nordeste, que apresentarão propostas específicas em conjunto. “No Nordeste, solicitaremos o fortalecimento dos órgãos regionais: Banco do Nordeste, Sudene, Dnocs, Codevasf, além do estabelecimento de programas de acesso à água, saneamento, transposição, ferrovia e projetos estruturadores e estratégicos”.

A abertura institucional da Marcha ocorre a partir das 9h de hoje com as presenças previstas do presidente Jair Bolsonaro (PSL), dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do STF, ministro Dias Toffoli. Amanhã, o governador Paulo Câmara (PSB) estará presente em Brasília para participar do Fórum dos Governadores, junto aos outros 26 chefes de estado e do Distrito Federal, também com presenças confirmadas. 

A expectativa do presidente da Amupe é que haja maiores negociações entre prefeitos e líderes estaduais para que pautas sejam unificadas em busca de maiores objetivos a serem alcançados, como a luta pelo Pacto Federativo. “O governo federal tem prometido um olhar especial, desde que ele (Jair Bolsonaro) anunciou (o lema) Mais Brasil e menos Brasília. Vimos sinais de que possa mudar algo. Mas tem que mexer, sim, na repartição dos recursos, sobretudo a União, que é quem mais arrecada com taxas, impostos e subsídios. Os municípios ficam ao ‘Deus dará’ com apenas 18% da arrecadação geral de recursos”.
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