Juntas defendem proteção à população negra no Carnaval

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019


A defesa de um Carnaval mais seguro para a população negra de Pernambuco motivou discurso da deputada Jô Cavalcanti, das Juntas (PSOL), na Reunião Plenária desta quarta (27). Na tribuna, ela anunciou que o mandato coletivo pediu ao Ministério Público do Estado que emita recomendação para as polícias solicitando “maior cuidado no uso da força e identificação adequada dos agentes em serviço”.

“Estamos falando daquele velcro de identificação que a polícia tem que usar e, muitas vezes, não usa nas abordagens”, explicou a parlamentar. “As autoridades devem garantir a segurança da população nas ruas, não importando a classe social nem a cor. Defendemos a preservação do Carnaval popular, que garanta a segurança da população negra nas ruas.”

A deputada manifestou preocupação com situações de abordagens violentas de policiais militares contra a juventude negra que teriam ocorrido em prévias no Recife e em Olinda. “Não estamos contra os PMs, que fazem parte da classe trabalhadora e merecem respeito. A gente quer, inclusive, que os policiais vindos do Interior para atuar no Carnaval recebam suas diárias no tempo adequado para ter condições dignas de trabalho na Capital”, observou.

Jô Cavalcanti também lamentou a apreensão das mercadorias de ambulantes. “O Carnaval é a época do ano em que essas pessoas têm oportunidade de ter uma renda um pouco melhor”, disse. Ainda ressaltou a presença da população negra nas “funções precárias” do festejo, atuando como ambulantes, seguranças de blocos e encarregados de limpeza. “Vale lembrar que quem faz a folia e as manifestações culturais são essas pessoas”, pontuou.



ASSUNTOS: abordagem policial Carnaval 
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