Jardineiro que matou Maria Alice trabalhava para a idosa desde 2014

terça-feira, 27 de março de 2018




O jardineiro Renato José da Silva, de 28 anos, confessou à polícia que matou a arquiteta e artista plástica Maria Alice Soares dos Anjos, de 74 anos. De acordo com o criminoso, que é usuário de crack, ele trabalhava para a idosa desde 2014 e tinha acesso livre a casa da mulher. Ele havia percebido que Maria Alice já estava desconfiada de que ele cometia os delitos e, mesmo assim, quis entrar na casa para roubar dinheiro. No dia do crime, ele contou que a fundadora do Eu Acho é Pouco o flagrou pulando o muro da casa dela. 

Os detalhes da prisão, que foi efetuada no último sábado (24), foram apresentados nesta segunda-feira (26) pela delegada Andréa Griz, da 9ª Delegacia de Homicídios de Olinda. A responsável pelas investigações informou que a mulher passou a desconfiar do funcionário e que, um dia antes do crime, chegou, inclusive, a trocar a fechadura da casa dela. "Ela já tinha visto, no WhatsApp, algumas fotos que ele exibia segurando notas de valores altos. Ela tinha essa consciência de que poderia ser ele, mas, com o sentimento de mãe, ela quis ajudá-lo, ela quis oferecer uma oportunidade diferente de vida", comentou a delegada.

A delegada informou que o criminoso disse que Maria Alice passou a deixar muito dinheiro em casa. "Ele acha que Maria Alice queria testá-lo porque ela sabia que ele era usuário de drogas", disparou a delegada. O crime aconteceu no dia 13 de março deste ano, entre 5h e 6h. "Ele tentou entrar pela porta da frente da casa de Maria Alice, mas percebeu que ela havia mudado a fechadura. Daí, ele entrou pelo jardim e a arquiteta o flagrou", disse a investigadora.

Após ser pego no flagra, o homem atraiu Maria Alice para perto dela. Ele se escondeu e surpreendeu a mulher com uma chave de pescoço. "Ela caiu no chão ajoelhada, depois começou a resmungar e foi quando ele bateu na cabeça dela com a pedra e jarro", comentou a delegada. Depois, ele confessou que entrou na casa da mulher para simular um roubo. Ele alega que matou a patroa porque não queria que ela contasse aos amigos e família que ele era a pessoa que, realmente, cometia os delitos na cada de Maria Alice.

Segundo Andréa Griz, Renato tinha a cópia da chave de Maria Alice e chegou a usar o carro escondido. Em outras ocasião, ele entrou na casa dela e furtou cerveja, carne , botijão de gás e outros objetos. "Isso estava costumeiro nos últimos meses. Ele entrava na casa dela para pegar os pertences da vítima. Apesar de tudo, ele é réu primário", disse a investigadora, que comentou que o homem furtava para comprar drogas. "Ela teve toda a boa intenção, mas, infelizmente, foi vítima desse creme bárbaro", finalizou a delegada.

Renato foi preso, temporariamente, pelo latrocínio - roubo seguido de morte - e já está no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. Durante os 30 dias, a delegada irá concluir o inquérito policial e remeter para o Poder Judiciário e Ministério Público de Pernambuco oferecendo denúncia. Durante o prazo, a delegada deverá realizar uma reprodução simulada para saber se Renato agiu só ou teve a participação de outra pessoa.

Prisão de receptadores
O receptador do celular de Maria Alice, Adriano Henrique da Silva, de 28 anos, foi preso em flagrante, mas pagou fiança e vai responder em liberdade. O homem que vendeu o celular de Maria Alice para Adriano foi identificado como Maxiel Lima da Silva, de 20 anos. A delegada informo que vai abrir portaria para que Maxiel também responda pelo crime de receptação. Os dois receptadores alegam que não sabiam que compraram o celular fruto de roubo.

Fonte;Folha de PE
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