Lula em BH: “Disputem comigo para ver quem ganha e quem tem melhor proposta”

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018


Um dia cheio de emoção, contato humano e olhos nos olhos. Foi essa a marca da quarta-feira (21) de  Lula em Minas Gerais. Cheia de abraços, mensagens de esperança e lembranças vivas do incomparável legado de seus anos na Presidência da República, a viagem do ex-presidente se encerrou com um grandioso ato na capital mineira, onde foi feito o lançamento de sua pré-candidatura às eleições de 2018. “Fui visitar um acampamento dos trabalhadores sem-terra e, depois, tive a grata satisfação de visitar uma antiga colônia de hansenianos em Betim. Pude compartilhar um pouco do meu tempo com aquela gente que, durante muito tempo, não pôde compartilhar tempo com ninguém˜, resumiu. Aí está a chave do que diferencia Lula dos nomes que se colocam contra ele no mundo político. Na sua avaliação, o medo dos articuladores do golpe em aceitar sua candidatura vem justamente daquilo que ele mais fez em sua trajetória e que permeou a construção de seus governos e luta política: eles têm medo de ouvir a voz do povo.

“Quero que tenham vergonha na cara e respeitem o resultado eleitoral. Perdi três eleições e nunca reclamei, nunca fiz protesto. Ia para casa me preparar para outras”, resumiu. “Eu sou filho de uma mulher analfabeta que me ensinou a nunca baixar a cabeça, e por isso quero dizer aos que querem me impedir de ser candidato: tenham coragem. Aprendam a lamber suas feridas e disputem eleições comigo para ver quem ganha e quem tem a melhor proposta. Permitam que a democracia vença!”
Lula: “Estou candidato!”

Segundo Lula, o desejo dos que o perseguem é anular por completo a possibilidade de que ele seja candidato. Algo similar ao que aconteceu em 1964. “Mas golpe militar é sempre muito ruim aos olhos do mundo”, denuncia. O “problema” que não estão vendo é que hoje Lula não é só um homem, um ex-presidente, um pré-candidato. Lula são milhões de pessoas. “O Lula incomoda muita gente, dois Lulas incomodam muito mais. Se dois incomodam, uns 60 ou 70 milhões de Lula vão incomodar muito mais!”

As tentativas de desacreditar Lula ou o Partido dos Trabalhadores aos olhos da população não são novidade. “Sempre que acham que nos destruíram, que tentam destruir o PT, nós nos reerguemos”, lembrou, citando a história de resistência e reconstrução que é símbolo desses 38 anos de partido.
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