Governo se empenha para acelerar reformar trabalhista no Senado

terça-feira, 4 de julho de 2017


Após conseguir aprovar a reforma trabalhista (PLC 38/2017), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal, na última quarta-feira (28/06), a base aliada de Michel Temer quer acelerar a votação da matéria no plenário da Casa. Um requerimento de urgência deverá ser analisado na sessão de terça-feira (04). Se o pedido for aprovado, o PLC 38/2017 entra na pauta após duas sessões ordinárias.

Um dia depois da votação do parecer de Romero Jucá (PMDB-RR) na CCJ, o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) chamou uma sessão extraordinária do plenário, para tentar votar a urgência ainda naquela manhã de quinta-feira. No entanto, a falta de quórum e a pressão de senadores da oposição forçaram que a própria base do governo adiasse a votação para esta semana. Mas a intenção era mesmo votar a urgência um dia antes da greve geral, realizada na sexta-feira (30).

A proposta, que altera mais de 100 itens da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), divide inclusive o partido de Michel Temer. Maior bancada na Casa, o PMDB tem 17 senadores a favor e 5 contra o texto que veio da Câmara. Entre os críticos, estão os senadores Roberto Requião (PR) e Renan Calheiros (AL) que, na última semana, deixou a base do governo para poder votar contra a proposta.

Segundo informações da Agência Senado, até a sexta-feira já havia 13 emendas de plenário, todas do senador Paulo Paim (PT-RS), que não precisam voltar para a análise das comissões, mas recebem parecer durante apreciação da matéria em Plenário.
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