No toma lá, dá cá, governo aprova reforma trabalhista na CCJ, afirma Humberto

sexta-feira, 30 de junho de 2017


Após uma ostensiva manobra de cabresto e compra de votos pelo Palácio do Planalto, os apoiadores do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) no Senado aprovaram na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, na noite desta quarta-feira (28), por 16 a 9, o texto da reforma trabalhista. Na avaliação do líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE), o resultado demonstra que, a despeito de o governo estar ruindo, muitos parlamentares se renderam às benesses oficiais oferecidas em troca de votos.

As discussões na comissão duraram mais de 13 horas e foram marcadas por debates acalorados entre os dois lados. Logo no início, Humberto cobrou a imediata retirada da proposta de pauta, tendo em conta que as graves denúncias de crimes praticados por Temer fulminaram as condições do governo para conduzir qualquer tema. Mas os governistas rejeitaram a solicitação e mantiveram o projeto em votação.

“Trabalhamos durante toda a sessão, conseguimos avanços, mas não foram suficientes para garantir a maioria”, avaliou Humberto. “Agora, nos resta a batalha do plenário. Estamos confiantes de que, até lá, esses apoios vão desidratar. Vamos virar o jogo e enterrar essa proposta, juntamente com esse governo corrupto e nefasto para o país.”

Os senadores de oposição criticaram os apoiadores da reforma por reduzirem a dimensão política do próprio cargo e diminuírem o papel do Senado, ao se recusarem a revisar o texto vindo da Câmara com a desculpa de que seria pra dar celeridade à tramitação da matéria. “Para agradar a Temer, esses senadores estão aprovando, por exemplo, regras que expõem as mulheres grávidas e as que amamentam a trabalhos insalubres. Deixam que isso passe sem mexer, em prejuízo dos trabalhadores. É um absurdo”, criticou o líder da Oposição.

Aprovada na CCJ, a reforma trabalhista de Temer já havia sido aprovada, também, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas foi derrotada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Agora, ela segue para o plenário do Senado, onde deve ser votada na semana que vem. Para ir à sanção presidencial, o texto precisa do voto favorável da maioria simples dos senadores.
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