Estragos causados pelas chuvas repercutem no Legislativo

quinta-feira, 1 de junho de 2017


As cheias do último fim de semana, que deixaram, até o último balanço oficial, dois mortos, dois desaparecidos e 35 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco repercutiram no Plenário, nesta segunda (29). Os deputados expressaram solidariedade e elogiaram o atendimento prestado às vítimas. Oposicionistas apontaram, como agravante da tragédia, atrasos em obras no Agreste e na Zona da Mata Sul, região mais atingida pelas chuvas. As críticas foram condenadas por parlamentares da base do Governo, que pediram por “responsabilidade” diante do momento.

Líder da Oposição, Sílvio Costa Filho (PRB) analisou que “o problema teria sido atenuado” se não estivessem paralisadas as construções de quatro das cinco barragens para a contenção de enchentes, prometidas pelo Executivo Estadual em 2010 – após a ocorrência, também na Mata Sul, de eventos semelhantes aos do final de semana. “Não queremos partidarizar a discussão, mas não podemos deixar de olhar para os fatos. Representamos o sentimento de muitos que queriam estar nesta tribuna fazendo esse questionamento”, disse.

“Vossa Excelência está, na verdade, festejando, fazendo disputa política com os fatos dos últimos dias”, reagiu  o líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB). O parlamentar lembrou que Pernambuco firmou convênios com a União para concretizar as intervenções contra as cheias, mas os repasses chegam “a conta-gotas”, desde 2013. Segundo o socialista, ainda são necessários R$ 383 milhões do Governo Federal para a conclusão das obras. “O que o líder da Oposição faz aqui é demagogia barata em um momento de seriedade”, ressaltou.

Reunião Plenária
GOVERNO –  Isaltino lembrou que Pernambuco firmou convênios com a União para concluir obras contra as cheias, mas repasses chegam “a conta-gotas”, desde 2013. Foto: Rinaldo Marques
“Não podemos procurar culpados pelas chuvas. É hora de deixar a poeira da política baixar e pensarmos como seres humanos”, defendeu o Pastor Cleiton Collins (PP). “As falas simplistas da Oposição querem fazer pouco da inteligência dos pernambucanos. É preciso maturidade”, afirmou o vice-líder do Governo Rodrigo Novaes. Também se manifestaram no mesmo sentido os deputados Antônio Moraes (PSDB), Waldemar Borges (PSB) e Zé Maurício (PP).

Priscila Krause (DEM) defendeu que se intensifique o trabalho sobre as barragens ainda sem conclusão para que as construções sejam entregues “no prazo mais curto possível”. Álvaro Porto (PSD) e Augusto César (PTB) defenderam que emendas parlamentares ainda não executadas possam ser redirecionadas para o atendimento das vítimas da cheia.

Prevenção – Odacy Amorim (PT) elogiou as obras realizadas desde a última enchente que, na avaliação do petista, impediram que as chuvas provocassem consequências mais graves. Ele destacou a Barragem de Serro Azul, em Palmares, na Mata Sul, que classificou como “uma luz para mostrar aos gestores que, se houver prevenção, muitos problemas podem ser evitados”. O parlamentar também defendeu que os recursos emergenciais prometidos pelo Governo Federal em decorrência das cheias sejam “destinados a obras estruturantes”.

Laura Gomes (PSB) também registrou a importância de Serro Azul. “Não estamos preparados nem para as enchentes nem para a seca e, se não fosse a barragem, teria sido tudo muito pior”, observou. Simone Santana (PSB) se manifestou no mesmo sentido. “Espero que as chuvas diminuam para que a normalidade seja retomada”, acrescentou.
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