Quintais produtivos auxiliam mulheres no combate à seca no Sertão de Pernambuco

quinta-feira, 4 de maio de 2017


A Casa da Mulher do Nordeste inaugurou os quintais produtivos de agricultoras assessoradas pela instituição. Dez mulheres receberam melhorias nas comunidades para a produção. A iniciativa faz parte do Projeto de Implantação e Expansão de Quintais Produtivos.

O projeto está sendo desenvolvido nos municípios de Santa Cruz da Baixa Verde, Flores, Afogados da Ingazeira, Tabira, Ingazeira, São José do Egito e Itapetim. Em contrapartida, as mulheres apoiaram com a instalação das telas, estacas e o ajudante para o pedreiro construir o galinheiro. O projeto terá continuidade até o final deste semestre, com as agricultoras recebendo assessoria técnica para uma melhor convivência com o semiárido.

As mulheres receberam tela para estruturar seus quintais produtivos, especial para as áreas da criação de galinhas e da produção de hortaliças e plantas medicinais. Além disso, receberam alguns equipamentos, como forrageiras, enxada, pá, bombas, canos e mangueiras para ajudar no sistema de aguação, entre outros.

Outro destaque durante as inaugurações foram as trocas de saberes e de produtos, puderam conhecer as experiências de cada uma que se envolveu no projeto. “Para as mulheres essa melhoria veio em um bom momento, agora elas possuem um local propicio para a criação de galinhas. E com o cercado da horta, elas conseguem delimitar o espaço para que outros animais não tenham acesso. Verificamos um aumento na diversidade de cultivos nos quintais através das trocas de sementes e plantas”, diz a técnica educadora da CMN, Eliane Rocha, que está realizando a assessoria às mulheres.

Todas fazem parte de algum grupo organizado de mulheres, e por este motivo, a forrageira que adquiriram com o projeto será usada pelo coletivo, contribuindo para a alimentação de pequenos animais. A sororidade entre as mulheres e a aposta na auto-organização das mulheres é uma das prioridades no trabalho desenvolvido pela Casa da Mulher do Nordeste.

“Faço parte do grupo de mulheres Renascer, da comunidade de Açude da Porta, e esse projeto beneficiou a todas nós com o uso da forrageira que será usado por todas. Também já deixei de comprar alface, coentro, cebolinha com agrotóxico. Agora produzo meu próprio alimento, e a alimentação da minha família melhorou bastante. Onde criava as galinhas era bem apertado, com o novo espaço vou poder criar mais e agora elas tem até bebedouro”, relatou a agricultora Maria Sineide Silva, 40 anos, do sítio de Macambira, São José do Egito.

Fonte;G1
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