“Queremos eleição direta e que Temer saia logo”, diz Lula

segunda-feira, 22 de maio de 2017


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (20), que sejam realizadas eleições livres e diretas no Brasil o mais cedo possível, com a pronta saída de Michel Temer do cargo que ocupa hoje.

“O que queremos é eleição direta. Queremos que o Temer saia logo”, afirmou o ex-presidente.

“Nada que fizerem contra mim é mais grave do que estão fazendo contra o povo brasileiro”, defendeu, em referência aos ataques que o governo golpista tem promovido contra os direitos do povo brasileiro.

Lula participou da posse de Luiz Marinho, novo presidente do Diretório Municipal do PT em São Bernardo do Campo, homenageando o companheiro recém-eleito no Processo Eleitoral Direto. O deputado Vicente Cândido esteve presente e pediu apoio à reforma política para avançar o texto no Congresso.

Marinho ressaltou ao presentes que “vivemos momento de grande excepcionalidade”. “Nosso partido, que sofreu uma grande derrota em 2016, mas nossa derrota não é motivo de desanimar nenhum militante. Pelo contrário, é momento de assumir a responsabilidade maior ainda, a responsabilidade de repensar o nosso partido sobre uma nova lógica, a lógica de que o destino da sustentabilidade do nosso partido depende da militância”.

O novo presidente do diretório municipal ainda defendeu que “hoje o governo golpista está caindo pelas panelas porque tiraram uma mulher honesta para colocar uma quadrilha”. “E falam de desmontar conquistas da classe trabalhadora. O modelo para sair da crise não é cortar direito da classe trabalhadora, o modelo para sair da crise é gerar emprego”.

Relembrando um comício de 1979 pela liberdade política, Lula falou sobre a resistência que havia com relação a criação de um partido que fosse dos trabalhadores e tivesse os trabalhadores no nome. “Conseguimos criar um dos maios importantes partidos de esquerda da América Latina, quiçá do mundo”, afirmou o ex-presidente. “Não tem partido similar ao PT. Foi a primeira vez que colocamos o trabalhador como sujeito da história”, acrescentou.

“O partido que em 1980 as pessoas diziam que era bonitinho mas não dava porquê éramos ingênuos e despreparados, passou a ser odiado depois que provou que tinha mais competência política do que todos que governaram antes”, afirmou Lula, acrescentando que “é importante a gente aprender a conviver democraticamente na diversidade. Essa é a novidade que o PT trouxe”.

“Outra coisa é que os partidos de esquerda tradicionais faziam, pegavam estudantes nas universidades e colocavam dentro da fábrica. Nós fizemos o contrário, começamos a pegar peão de dentro da fábrica e colocar na universidade. É uma diferença crucial. Acreditar que o peão tem tanta competência para trabalhar politicamente como qualquer setor da sociedade”, defendeu o ex-presidente.
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