No domingo, grandes manifestações pedirão por Diretas Já

sexta-feira, 19 de maio de 2017


A Central Única dos Trabalhadores, junto com  as outras entidades da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, convocam grandes mobilizações em todo o Brasil para o domingo (21) pedindo a saída do presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB). Dezenas de cidades no Brasil já tem atos convocados. Em São Paulo, o ato ocorrerá às 15h no Masp e, em  Brasília,  às 10h no museu da República. No Rio de Janeiro, o local ainda não foi definido, mas a manifestação está confirmada. Veja a lista completa de cidades no pt.org.br/agenda.

Em coletiva na quinta-feira (18) representando mais de 80 movimentos em todo o Brasil, lideranças da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos  Trabalhadores Sem Teto (MTST), Central dos Movimentos Populares (CMP), e União Nacional dos Estudantes (UNE, afirmaram que os movimentos sociais só vão deixar as ruas quando forem convocadas as eleições gerais diretas.

Após  as graves denúncias envolvendo o golpista, a população foi para as ruas pedir a sua saída e eleições diretas. Os primeiros atos ocorreram na própria quarta-feira (17), espontaneamente, logo após as denúncias saírem no jornal “O Globo”. Na quinta-feira (18),  ocorreu uma nova onda de protestos. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cidades tiveram grandes manifestações pedindo a saída do golpista e eleições diretas.

“Não vamos aceitar um golpe dentro do golpe. o que está se construindo é a saída do Michel Temer e a indicação indireta para sua substiuição”, afirmou Vagner Freitas, presidente da CUT Nacional. “O momento que vivemos é difícil mas pode ser o momento para sairmos da crise”, diz. “É preciso ter esse diálogo com a população: o seu destino está nas suas mãos. Sem manifestação, essa corja vai substituir o Temer por alguém pior que ele”.

A Marcha a Brasília, que foi convocada pela CUT e demais centrais sindicais, é uma prioridade do movimento sindical diante do novo cenário na política nacional após as denúncias contra Temer.

“Esse golpe é baseado em corrupção, em compra de silêncio. Só não sabia quem não queria saber. Mas isso estava evidente para o povo.  Os mesmo que há um ano atrás entraram pelas portas do fundo do planalto, vão sair de lá para a lata de lixo da história”, afirmou Guilherme Boulos, líder do MTST. 

Para Boulos, o que está em disputa é o que vem depois. E por isso, a população deve ir para as ruas e não sair delas. “O Fora Temer não basta mais. Temos que exigir Diretas Já. Enquanto não cair o Temer, não forem convocadas novas eleições, não sairemos da rua dos quatro cantos do país”, afirmou.

Para Gilmar Mauro, se não forem convocadas eleições diretas, a população tem o direito de fazer a desobediência civil no país. 

“Se revelam motivos desse  golpe: estancar sangria e executar um programa que não venceu em 2014. Eleições diretas são a única saída para essa crise. Nós temos uma única esperança, e ela vai ser conquistada nas ruas”, afirmou Carina Vitral, da UNE.
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