Meninas dizem que fugiram por se sentirem 'presas em casa', em Jaboatão

segunda-feira, 8 de maio de 2017


A Polícia Civil de Pernambuco ouviu nesta segunda-feira (8) as quatro adolescentes de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, que foram encontradas em Carpina, na Mata Norte do Pernambuco, no sábado (6). Segundo a delegada Vilaneida Aguiar do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), as meninas disseram em depoimento que fugiram porque eram muito “presas” pelos pais e “não tinham liberdade”. Elas estavam desaparecidas desde terça (2), quando saíram de casa dizendo que iriam para a escola e não retornaram.

O grupo foi encontrado após uma denúncia feita por telefone. “Um popular soube que elas estavam sendo procuradas pela polícia e familiares e fez uma denuncia na cidade de Carpina. Os policiais militares de lá foram e as encontraram. No mesmo momento, elas foram levadas ao conselho tutelar”, explicou à delegada.

As meninas estavam, segundo a delegada, na "casa de uma senhora", que não era parente de nenhuma delas. As garotas relataram que não chegaram a sofrer nenhum tipo de agressão física durante o período de sumiço. No último sábado, elas fizeram exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) no Recife, e o resultado deve ser anexado ao inquérito nos próximos dias.  

A delegada vai ouvir as pessoas que acolheram as adolescentes durante o período da fuga. Um dos pontos que a investigação quer esclarecer é a rota que o grupo fez até chegar à cidade de Carpina.

As meninas - duas com 12 anos, uma com 13 e a outra com 16 anos - são amigas de infância e moram todas na mesma rua, no bairro de Cajueiro Seco. Como não fizeram nenhum tipo de planejamento sobre a fuga, ficaram sem dinheiro e sem saber para onde ir logo na quarta-feira, um dia depois da partida. As garotas também afirmaram que não há ninguém mais envolvido na idealização da fuga.

Uma delas havia deixado uma carta de despedida para os pais, então a hipótese de sequestro foi descartada desde o início. As meninas estão com suas respectivas famílias desde sábado. Ainda não há previsão sobre a conclusão do inquérito.

Fonte;Folha de Pernambuco
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