Presidente do PSB convoca socialistas a irem às ruas nesta sexta-feira (28)

sexta-feira, 28 de abril de 2017



O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, conclamou a militância do partido a participar dos protestos marcados para esta sexta-feira (28) em todo o país. “Convocamos a militância do partido para fazer o devido protesto contra essa perversidade que querem fazer com o trabalhador brasileiro. Não vamos aceitar isso”, declarou durante o seminário nacional que reuniu mais de 300 prefeitos do partido nesta semana, em Brasília.

No evento, Siqueira criticou as reformas propostas pelo governo Temer. No mesmo dia, por ampla maioria, a Executiva Nacional do partido fechou questão contra as propostas em tramitação na Câmara dos Deputados.

Siqueira afirmou que as mudanças que elevam a qualidade de vida do cidadão devem receber o apoio dos socialistas e “não as que interessam aos grandes empresários, aos grandes banqueiros”. “Nós podemos apoiar as mudanças que tem a ver com os interesses do país e da sua população, não com os interesses dos grandes empresários, dos grandes banqueiros, do sistema financeiro internacional que é, lamentavelmente, quem está fazendo política”, criticou.

Na avaliação do presidente do PSB, o país vive um momento de “inflexão liberal” com propostas que retiram direitos dos cidadãos e trazem desequilíbrio entre capital e trabalho. “Acho que muitas mudanças precisam ser feitas no Brasil, mas devem ser feitas sob um viés que favorece, ou pelo menos equilibre, as relações sociais entre as diferentes classes sociais. E o que nós estamos assistindo, desgraçadamente, é uma inflexão liberal sem precedentes”, criticou.

Com o recrudescimento de forças conservadoras, não só o país, mas o mundo assiste ao pior momento na história da política, opinou Siqueira. E são os progressistas que resistem a elas e defendem melhores condições de vida aos mais necessitados, afirmou.

“Nós estamos vivendo uma onda política perigosíssima, a pior da história da humanidade, que é o recrudescimento do conservadorismo, de forças políticas que praticamente estavam enterradas. Quando as coisas estão difíceis, são as pessoas progressistas, aquelas que acreditam no futuro, que defendem melhoria da vida da população. São elas que têm um objetivo, que é muito maior do que ocupar o cargo que ocupam”, ressaltou.

Para exemplificar, ele citou a França, onde dois candidatos – um de direita e outro de extrema direita – estão na disputa das eleições presidenciais no segundo turno. Pela primeira vez desde 1958, não há um candidato do partido socialista francês no pleito, o que, para Siqueira, se explica pela renúncia aos seus ideais. Apontou como motivo a reforma trabalhista feita “por decreto” pelo atual presidente do país, François Hollande.

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