Pedro Rezende Merheb: O PT e o futuro

terça-feira, 4 de abril de 2017



Depois do irremissível fuzilamento midiático ao Partido dos Trabalhadores e seus representantes, é no mínimo esperado que tantos brasileiros desacreditem da força e da qualidade do partido que apesar de sua magnitude nacional, sofreu durante as eleições para prefeito e vereador no ano de dois mil e dezesseis. É fato que jornalismo é oposição, mas oposição não significa tendenciosidade ou estupidez voluntária.

O Partido dos Trabalhadores está condenado ao achaque midiático desde sua inaguração, uma vez que é atroz para a plutocracia brasileira que um partido qual o PT governe em paz. É mais interessante latir diariamente sobre teorias espúrias e mirabolantes referentes ao partido inimigo do que tratar sobre a questão do banestado, de propinas reconhecidamente efetuadas ou de outros casos próprios de um certo partido blindado pelo judiciário e pela mídia. O PT contemporâneo já não é mais o PT de antes aos olhos da população brasileira, descoordenada e iludida. Além disto, o partido vive em penitência constante por más escolhas e vacilos remedíaveis que agora complemetam sua guilhotina.

O Brasil precisa reconstruir o PT e fazer dele um partido digno de crédito popular. Um partido que seja representante fiel ao povo brasileiro, de valores progressistas e revolucionários. Se o partido não aproveitar a conjuntura golpista para começar de novo junto com o povo, ele é um leal candidato ao sepultamento total. A programação golpista segue irrefreável para sua consolidação e se o PT não fizer o possível para reconquistar a credibilidade do povo, será tarde demais para ambos e a obra golpista estará irrevogavelmente concretizada. Seremos novamente uma figura burlesca no contexto mundial, subordinados às ordens das grandes potências mundiais e à ganância privatista.

É necessário retomar as ruas, avenidas, sessões parlamentares e praças com o fulgor popular que um dia fez a essência do Partido dos Trabalhadores – do contrário, o Brasil irá de encontro com a desgraça absoluta.

Pedro Rezende Merheb, estudante e militante de Brasília, para a Tribuna de Debates do 6º Congresso. Saiba como participar.
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