Governo se empenha para votar reforma trabalhista antes da greve geral

quarta-feira, 26 de abril de 2017


Rodrigo Maia e os aliados de Michel Temer estão se esforçando para que a reforma trabalhista seja votada até quinta-feira (27/04) – um dia antes da greve geral que promete parar o país. A análise da proposta em Plenário deve começar na quarta-feira (26), após votação do relatório em comissão especial nesta terça (25).

A rapidez no processo de votação só é possível por causa de um requerimento de urgência aprovado, por uma manobra de Maia, na semana passada. Caso não houvesse a urgência, a Casa teria que esperar ainda cinco sessões, prazo regimental para emendas e apresentação de pedido vista, para votar na comissão.

Na segunda-feira (24), o PSOL protocolou no Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança para anular a votação do regime de urgência, por considerar que Rodrigo Maia infringiu o Regimento Interno da Casa ao não considerar prejudicada matéria já deliberada.

Para a reforma trabalhista ser aprovada na Câmara, são necessários 257 votos favoráveis dos deputados. A bancada do PSOL vai obstruir a votação e impedir que um projeto que retira vários direitos dos trabalhadores seja concluído. Caso seja aprovado na Câmara, o projeto deve, ainda, ser apreciado no Senado antes de partir para sanção presidencial.
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