Terezinha Nunes defende que Data Magna seja considerada feriado

segunda-feira, 6 de março de 2017


O dia em que a deflagração da Revolução Pernambucana de 1817 completou 200 anos foi registrado pela deputada Terezinha Nunes (PSDB), na Reunião Plenária desta segunda (6). A parlamentar defendeu que o movimento seja lembrado por meio de um feriado. A Lei Estadual nº 13.386/2007, de autoria da tucana, definiu 6 de março como Data Magna do Estado, mas a comemoração foi transferida para o primeiro domingo de março pela Lei nº 13.835/2009, de autoria de Antônio Moraes (PSDB) e do ex-deputado Ciro Coelho.
“Há exatos 200 anos, começou a única revolução brasileira digna deste nome. Ela foi democrática, republicana, independentista e abolicionista”, relatou a parlamentar. Vários pontos da história do movimento, abordados em matéria especial do Tribuna Parlamentar deste mês, foram relembrados pela deputada. “Depois de 1817, este Estado passou a ser conhecido nacionalmente pela liderança nas lutas sociais e como berço de grandes homens públicos, independente da posição ideológica que possuam”, considerou.
Segundo a deputada, o movimento de 1817 teve mais importância para o País do que a Inconfidência Mineira, que é lembrada com um feriado nacional. “Nós deveríamos lembrar a data com um feriado estadual, pelo menos”, propôs Terezinha Nunes. A sugestão de efetivar a Data Magna como feriado no dia 6 de março foi apoiada por Teresa Leitão (PT) e Isaltino Nascimento (PSB).
“Não se pode deixar de celebrar uma data tão relevante para o Brasil por uma questão econômica. Temos uma dívida histórica com a revolução. Pernambuco é o único Estado do Brasil em que a Data Magna não é feriado”, reforçou Nascimento, que é líder do Governo. “Todos os heróis de 1817 são nomes de rua por aqui, mas pouquíssimos são conhecidos fora do Estado. Deveríamos tentar fazer desta data uma referência para todo o povo brasileiro”, considerou Teresa Leitão.
A data também recebeu homenagens nos apartes de Antônio Moraes e Tony Gel (PMDB). “Nesse governo de 74 dias, tivemos liberdade de imprensa e de credo, e os escravos puderam exercer sua fé. Aqui nasceu a república brasileira”, disse Tony Gel. “Quero reverenciar e dar os parabéns a todos os revolucionários pernambucanos”, declarou Antônio Moraes.
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