Teresa Leitão alerta para quadro de violência contra professores

quinta-feira, 23 de março de 2017



Ao repercutir as estatísticas resultantes do questionário da Prova Brasil 2015, aplicado a diretores, alunos e professores do quinto e do nono anos do Ensino Fundamental de todo o País, a deputada Teresa Leitão (PT) chamou atenção para o problema da violência contra os educadores. Durante a Reunião Plenária desta quarta (22), a parlamentar ressaltou que 22,6 mil professores relataram, nesse período, ter sido ameaçados por estudantes, e 4,7 mil sofreram atentados à vida nas escolas em que lecionaram.

Teresa ainda reforçou que 183,9 mil docentes presenciaram agressões físicas ou verbais entre alunos; mais de 2,3 mil afirmaram que estudantes frequentaram as aulas com armas de fogo; e mais de 12 mil disseram ter visto alunos com armas brancas, como facas e canivetes. “A situação é muito drástica. Os índices de violência têm impacto na aprendizagem, na relação pedagógica, na saúde dos trabalhadores da educação e na autoestima dos estudantes”, acrescentou.

A deputada citou o tempo gasto pelos profissionais em atividades administrativas (fazendo a chamada, por exemplo) e disciplinares durante as aulas. Também sublinhou que 34% desses profissionais ganhavam menos do que o piso salarial e 40% lecionavam em duas ou mais escolas.

Teresa destacou que o quadro de violência, a sobrecarga e os baixos salários levam ao aumento dos casos da síndrome de burnout, caracterizada pela sensação de esgotamento físico e emocional. A parlamentar pediu atenção e prioridade para políticas estratégicas de humanização das relações sociais e valorização do magistério.

Em aparte, Terezinha Nunes (PSDB) qualificou o quadro da violência nas escolas como “estarrecedor”. Ela atribuiu o problema à falta de educação doméstica e de um ambiente social adequado para o desenvolvimento das crianças. “Os pais lavam as mãos e deixam para o professor a tarefa que eles não realizaram”, criticou. Zé Maurício (PP) endossou a avaliação: “Isso não está acontecendo só nas escolas públicas, mas também em grandes escolas particulares. Hoje, quem educa é o celular e a rede social”, apontou.

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