Povos indígenas ganham representação no Conselho Estadual de Direitos Humanos

quarta-feira, 22 de março de 2017


Maiza dos Santos Silva foi indicada pela população indígena como representante titular do segmento no Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH). Mariana Monteiro será a suplente. A oficialização aconteceu durante reunião no município de Cabrobó, no Sertão pernambucano, na sexta-feira (17/03). Composto por 15 integrantes, o CEDH, que é tripartite, já contava com representação da sociedade civil, órgão governamentais e dos povos tradicionais (ciganos, ribeirinhos, terreiro, quilombola e matriz africana), faltando apenas a representação indígena.

“Muito importante estar representando o povo indígena de Pernambuco. Somos 45 mil. Vamos lutar pela defesa dos nossos direitos. A cada dia e desde muitos anos a gente passa por um processo de discriminação e aceitação na sociedade. E agora, vamos trabalhar para que os direitos sejam garantidos conforme diz a Constituição”, disse Maysa.  

Cacique da aldeia Trucá, Gilberto Francisco da Silva, mais conhecido como Cacique Bertinho, avaliou positivamente o ingresso da representação indígena no CEDH. “É muito importante a representação da Maysa na defesa dos nossos direitos. Nós que somos de comunidades tradicionais, sofremos com o preconceito e a discriminação, e tendo um representante dentro dessa comissão vai ser muito bom para nos ajudar a enfrentar esses casos de violência que vivenciamos no dia a dia”, destacou.

Na comitiva que participou da oficialização da nova integrante do conselho,  estavam os conselheiros Ary Siqueira, representante governamental; Enildo Santos, conselheiro titular do povo cigano; José Fernandes, conselheiro do povo ribeirinho.

O CEDH - é um órgão autônomo e deliberativo da política estadual de Direitos Humanos. Segundo o artigo 1º da lei de criação do Conselho - 12.160 de 28 de dezembro de 2001, sua finalidade é “promover a eficácia das normas vigentes de defesa dos Direitos Humanos, consagrados na Constituição Federativa do Brasil, na Declaração Americana dos Direitos Humanos e Deveres Fundamentais do Homem e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
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