Pirotecnia de investigadores fragiliza Operação Carne Fraca e o Brasil, diz Humberto

quarta-feira, 22 de março de 2017

Humberto apoiou, nesta quarta, a convocação do delegado responsável pela Carne Fraca, Maurício Moscardi. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado


Preocupado com a recuperação econômica do país, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta terça-feira (21), a maneira como os investigadores anunciaram publicamente a Operação Carne Fraca, na última sexta-feira (21). Desde a sua deflagração, o Brasil está sob forte pressão de países de diferentes continentes, que anunciaram restrições às importações brasileiras.

De acordo com o parlamentar, é necessário, neste momento, atenção total com a saúde pública, pois o alimento chega à mesa dos brasileiros todos os dias, e não só ao prato dos estrangeiros que consomem o produto.
“Evidentemente, estamos diante de um sério problema de saúde pública. Há, ao que parece, fortes evidências de crimes praticados por alguns frigoríficos. E isso tem de ser apurado e punido com rigor. Mas a forma como se conduziu a divulgação desses fatos é absolutamente questionável”, disparou.

O senador entende que houve pirotecnia no episódio, fato que se tornou comum, segundo ele, com a aparição de alguns agentes do Estado, que deveriam guardar sobriedade no exercício das suas funções e não ceder à tentação do narcisismo.

“Muita gente aqui no Congresso Nacional bateu palmas e achou bonito quando muitas arbitrariedades e abusos de autoridade foram cometidos contra integrantes do governo anterior, do nosso partido e contra o próprio presidente Lula. Pouquíssimos se manifestaram em relação a investigações mal feitas, a entrevistas e publicações apressadas sobre determinados casos, levando a problemas de altíssima gravidade e a prejuízos enormes”, ressaltou.

Humberto apoiou, nesta quarta, a convocação do delegado responsável pela Carne Fraca, Maurício Moscardi, o mesmo que, em entrevista recente, afirmou que o tempo para prender o ex-presidente Lula já passou.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) acabou aprovando convite para que o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daielo, dê explicações no Senado sobre a conduta do subordinado. Foram convidados ainda os ministros Blairo Maggi (Agricultura), Osmar Serraglio (Justiça), Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) e Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

“Se é verdade que só uma única amostra de carne foi analisada, isso é um escândalo. É um escândalo a tentativa de confundir: falar em colocar papelão dentro da carne se o papelão era a embalagem. Se isso é verdade, pelo amor de Deus, se isso é verdade, o funcionário público que toma uma atitude de transformar isso em uma denúncia que pode ajudar a terminar de quebrar a economia brasileira faz uma ciosa muito grave”, declarou.

No discurso, o líder da Oposição também fez questão de registrar a ida dos ex-presidentes Lula e Dilma a Monteiro, no último domingo, para fazer o que ele chamou de “inauguração popular” do canal leste da Transposição no São Francisco. Mais de 50 mil pessoas acompanharam o ato na cidade da região do Cariri paraibano.

“Foi algo realmente impressionante. Ao contrário de quando Temer esteve lá há alguns dias, eram visíveis a alegria e a satisfação do povo nordestino por receber os ex-presidentes. Um foi o responsável por iniciar a obra. A outra não deixou que em nenhum momento faltassem recursos para continuidade do projeto”, destacou.
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