Em Pernambuco, disputa pegará fogo para o Senado em 2018.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Apesar da eleição para o Senado em 2018 contemplar duas vagas, a disputa não será menos acirrada do que em 2014 quando apenas um posto estava em jogo. O pleito de outubro do próximo ano deverá ter como personagens alguns políticos de peso na política pernambucana. O confronto, inclusive, poderá opor ex-aliados. Pelo lado governista, o principal candidato é o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) que, na última semana, deixou transparecer o interesse em voltar a ser senador. Ele  já ocupou o posto de 2006 a 2014 e só não disputou a reeleição porque preferiu abrir espaço na chapa majoritária da Frente Popular para o afilhado político Raul Henry (PMDB), hoje vice governador.

Quando comandou o Estado, Jarbas teve como vice-governador o atual ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM). A depender do sucesso do governo Michel Temer (PMDB) e da própria gestão no ministério, o democrata pode voltar a disputar o governo estadual ou o Senado. Caso se entenda com o governador Paulo Câmara (PSB), Mendonça pode ser o parceiro de Jarbas na briga pelo Senado. Esse cenário é visto como improvável e há a possibilidade deles entrarem na eleição em lados opostos. Outro ministro pernambucano cotado para a eleição majoritária é o titular da pasta de Cidades, Bruno Araújo (PSDB). Assim como Mendonça, ele pode tentar o Executivo, mas também tem chances de concorrer ao Senado. Resta saber se  entrará na chapa de reeleição de Paulo Câmara ou se migrará para um palanque de oposição liderado pelo senador Armando Monteiro (PTB).

DISPUTA TAMBÉM SERÁ QUENTE PARA A CÂMARA. O mandato de deputado federal tem metade do de senador, mas nem por isso é menos visado. Além dos atuais parlamentares, candidatos naturais à reeleição,  há muita gente se movimentando para a Câmara Federal em 2018. Entre os governistas, a aposta maior é em João Campos (PSB). Chefe de gabinete do governador Paulo Câmara (PSB) e um dos fil
lhos do ex-governador Eduardo Campos, o jovem é apontado como um dos que serão mais votados na próxima disputa eleitoral. Também do PSB e também ligado à família Campos, o advogado Antônio Campos já disse que enfrentará as urnas novamente foi candidato a prefeito de Olinda em 2016. O irmão de Eduardo, inclusive, declarou que há espaço para ele e o sobrinho na capital federal.

O PSB  hoje conta com sete deputados federais. Pessoas próximas a  Paulo dizem que ele quer a reeleição de alguns desses, mas deseja  eleger outros  com os quais tenha  maior ligação. Isso abre espaço para o estímulo a candidaturas de alguns dos seus secretários de governo, a exemplo de Nilton Mota (PSB), comandante da Agricultura.

Em reserva, governistas afirmaram que Thiago Norões ampliou a divulgação nas redes sociais das ações  da secretaria de Desenvolvimento Econômico como forma de dar largada  rumo à Câmara. O advogado deixou o governo no ano de 2016 e sublinhou  não ter pretensões políticas. Fala-se, ainda, que  Raul Henry (PMDB) pode abdicar da reeleição a vice-governador e entrar na briga para a Câmara.

Na oposição,  o principal nome  é o de João Paulo (PT). Silvio Costa Filho (PRB) também desponta como pré-candidato. Silvio Costa (PRTB) pode tentar renovar o mandato ou arriscar o Senado caso a oposição a Michel Temer (PMDB) e a Paulo se fortaleça. No DEM, a aposta é em Priscila Krause. Resta saber se o PSDB  investirá em novos nomes além dos atuais federais.

Fonte :http://jconline.ne10.uol.com.br/

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