O Fariseu versus o publicano e a política Surubinense

domingo, 28 de agosto de 2016

O rumo que vem tomando a campanha política em Surubim faz lembrar uma conhecida história da Bíblia. Nela, os personagens são dois homens - um fariseu e um publicano - cujos caminhos se cruzam; sendo travada certa disputa sobre qual deles seria melhor que o outro.

O fariseu representava o típico religioso, dado às formalidades e hipocrisias do igrejismo de aparência. Se preocupava mais em parecer do que ser. Vivia rodeado de pessoas que continuamente massageavam o seu ego, com expressões do tipo: "Você é o melhor; é o mais humilde; o mais honesto..." e por aí vai. Enquanto que o publicano não passava de um homem que fazia o seu trabalho, sem maiores pretensões de vanglória.

Certo dia, os dois foram à igreja. O fariseu ficou de pé na calçada e gritava para todos ouvirem: "-Dou graças a Deus porque não sou desonesto como este publicano!". O publicano, por sua vez, limitou-se a dizer baixinho: "-Deus, tenha misericórdia de mim!". Nas palavras de Jesus, o publicano, e não o fariseu, foi considerado justo naquela ocasião.

Nos últimos dias, o tema honestidade deixou de ser apenas berros pelas ruas de Surubim para virar músicas de campanha e até adesivos distribuídos aos punhados. Alguém, através de seus porta-vozes [digam-se: contratados ], se autointitula "O Honesto". Porém, sem razões fáticas para pensar assim, vez que apenas uma, de suas 4 contas de gestão, é que foi aprovada.

Além disso, a pura razão nos ensina que agir com honestidade é dever de todo homem. Sendo que ninguém merece troféu por apenas cumprir sua obrigação. Ademais, quem tem poder para declarar alguém culpado ou inocente não é o grupo algum - que tem suspeição para isso. E sim, as autoridades competentes para tal. 

Enquanto o Tribunal de Contas e a justiça não se pronunciam a respeito de alguém, a militância  deve esperar. Autoproclamar-se honesto, antes do tempo, pode ser muito precipitado para qualquer candidato que ainda não passou no teste. Primeiramente, deve se esperar a aprovação das contas restantes e o desenrolar de outras situações, como o concurso público da prefeitura, ora suspenso pela justiça, após sucessivas polêmicas.A parábola bíblica do fariseu e do publicano, de forma inconteste, tem muito a ver com a política surubinense. Que as carapuças caiam nas cabeças que as couberem.
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