Em Tempos de Política.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

É natural que em tempos de política , principalmente política municipal, as especulações, opiniões e as famosas “peruas” permeiem as rodas de conversas tão ferequentes em nossa sociedade. As alianças, dissidências, conchavos, paixões e palpites incrementam essas rodas afervorando os ânimos que por vezes se exaltam, mandando às favas a ideia de que política, futebol e religião não se discutem. Vivemos na política desse ano um fato que na sua conjuntura não representa mais novidade alguma: a aliança firmada entre o PSB da candidata Ana Célia e o ex Prefeito Flávio Nóbrega, este oriundo das bases petistas, hoje no PSB e que quebrou há 12 anos atrás a hegemonia de grupos que se alternavam no poder, o Doutor traz na composição da chapa, o seu jovem filho Guilherme Nóbrega, cujo sangue que corre em suas veias é herança do seu pai. Para os comentaristas de plantão, as opiniões são diversas: uns ridicularizam, outros, na maior espontaneidade veem com a maior naturalidade esse fato. No tocante, se fizermos uma retrospectiva política das alianças e dissidências firmadas ao longo da história, constataremos que o segundo grupo detêm a razão e que os pactos políticos não é algo inédito, vamos aos fatos.

Em idos passados verificamos que Nelson Barbosa, ex prefeito, fiel PSD, por muito tempo fora adversários do poderoso grupo da UDN liderado por Severino Farias que era aliado ao Padre Ferreira, este por sua vez, rompera anos depois com o “Coronel” e candidatara-se a prefeito enfrentando ninguém mais que Antônio Farias, filho de Severino Farias, vários foram os embates. Anos mais tarde, na eleição de 1962, Nelson Barbosa Seria candidato a Prefeito indicado por Severino Farias e contaria também com o apoio do Padre Ferreira Lima, uma colaizão que o levou ao poder. Na eleição seguinte, em 1968, o Padre lança-se candidato e o grupo Farias lança Dr. Gentil Augusto de Miranda, o que representou uma nova ruptura do grupo e uma das políticas mais acirradas que se tem notícia. O padre levou a melhor.

O grupo Barbosa liderado por Humberto e Geraldo Barbosa, nasceu de uma dissidência com o grupo Farias pois estes eram aliados históricos. Várias batalhas foram travadas entre esses novos adversários. Mas na eleição de 2000, uma aliança que seria comentada em todos os recantos do município: o grupo Barbosa alia-se ao grupo Farias e lançam juntos Humbero Barbosa e Ana Célia, prefeito e vice sagrando-se vencedores daquela histórica eleição.

José Arruda que viera do grupo Farias fez aliança com os Ferreira Lima; Gonzaga Vasconcelos foi outro nome que mais apareceu em dissidências e alianças: Pertenceu ao grupo do Padre, dos Farias, dos Barbosa e por fim aliou-se ao Dr. Flávio Nóbrega. Cito neste relato apenas alguns exemplos ocorridos em nosso município, afora outros casos que não menciono.
Alianças são algo corriqueiro nos permeios da política, se nos estendermos mais, verificamos que elas ocorrem tanto no âmbito municipal, estadual e até federal, geram impactos de início, mas logo são ingeridas pelas pessoas de bom senso.

Portanto, a união entre os grupos ora em evidência, não cosntitui nada que fuja dos parãmetros da política, nem tampouco descredencia os candidatos nem os eleitores que optam por esta corrente. As urnas vão falar. Veremos.

Escrito por :Eduardo Alexandre Barbosa
Professor da Rede Pública e Particular de Ensino


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