Em Surubim: Dança da Ciranda Comunitária é erguida por jovens.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Em tempos que a verdadeira cultura local anda fragilizada, em parte pela ausência de investimentos do poder público, jovens de Surubim tiveram a ideia de restaurar a Ciranda e o Coco de Roda. O que vem acontecendo todas as noites, em diferentes comunidades, desde aquelas situadas nas regiões mais centrais até aos bairros mais carentes. 

Há quem avalie que o município tem andado um tanto distante das suas raízes. No passado, aqui já se destacaram os nomes de grandes cirandeiros, mas que acabaram sendo substituídos pelos artistas do forró eletrônico e outros ritmos que vêm, de certa forma, minando essa forma expressão popular. 

Há pouco, alguns jovens da cidade, de maneira independente, criaram a Ciranda Comunitária, na qual todos podem participar. Nessa expressão popular, não há discriminação de gênero, social, econômica, política ou quaisquer que sejam. Nela, os participantes dançam de mãos dadas e em círculo, simbolizando que todos são iguais e fraternos.

Como não há limite para o número de pessoas que dela podem participar, a Ciranda começa com uma roda pequena que vai aumentando à medida que outras pessoas vão chegando para dançar. Quando a roda atinge um tamanho que dificulta a movimentação, forma-se outra menor no interior da roda maior.

E é nesse tom democrático e inclusivo que a Ciranda Comunitária vem conquistando, a cada dia, mais adeptos entre a população surubinenses. 
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