Mosquitos de zika e dengue viram comida de peixe no interior de Pernambuco

sábado, 5 de dezembro de 2015

Pequenos, silenciosos e eficazes contra o Aedes aegypti. Um velho aliado no controle de doenças transmitidas por mosquitos voltou a ser opção para controlar o surto de zika, dengue e chikungunya: os peixes ornamentais. Em Riacho das Almas a 135 km do Recife, as larvas do mosquito estão virando, literalmente, comida de peixe. Isso porque a prefeitura começou a distribuir pequenos peixes guarus, que consomem as larvas do mosquito, diminuindo o índice de infestação predial de 7,9% para 1,9% em 37 dias, eliminando o risco de surto (possível a partir dos 4%).
“As paredes ficavam pretas de tantos mosquitos. Era impossível dormir. Tivemos semanas com 40 casos de dengue”, afirma o diretor do Departamento de Endemias, Dilson Pinangé. “A ideia era jogar alguns espécimes nos açudes, riachos e córregos para que reproduzissem e pudéssemos levar às casas das pessoas. Hoje, temos apenas oito suspeitas de dengue nas unidades de saúde do município”.
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