Se a reforma do Ana Faustina se arrasta por 5 anos, quem garante que a adutora será feita em 12 meses ? questiona P-Sol.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Professor Edier Sabino, pré candidato do P-Sol à Prefeitura de Surubim, questiona a vinda do governador Paulo Câmara (PSB) a Surubim, nesta segunda-feira (30), para o anuncio presencial da ligação da adutora do rio Sirigi com a barragem de Palmeirinha, ou Pedra Fina, como também é conhecida, para trazer água para Surubim e municípios vizinhos.

O professor destaca que o anuncio da ação, embora importante, chega atrasado, no mínimo, três anos, período em que a barragem vem secando gradativamente. Ele também cobra o anuncio de medidas que garantam o abastecimento da cidade no ano que vem, uma vez que a solução do problema se daria só no final do ano, de acordo com o cronograma da obra anunciada pelo governo.“Ninguém pode negar a importância desta iniciativa, mas ela não nos isenta de apresentarmos alguns questionamentos. Por que tão tardiamente o anúncio desta possível solução, quando o problema já se arrasta por vários anos? Como sobreviverá uma cidade com aproximadamente 70 mil habitantes sem água durante um ano? Vai se disponibilizar carros pipas suficientes para que toda população sobretudo a mais pobre possa adquirir o mínimo necessário de água potável para a sua sobrevivência?” pergunta.O pré-candidato do P-sol também questiona a capacidade do governo em honrar prazo, citando como exemplo, a reforma da Escola Ana Faustina, uma obra bem menor, que exige bem menos recursos e é bem menos complexa, mas que já se arrasta por meia década, de acordo com o educador.

 “Quais as garantias de que as obras da adutora sejam concluídas dentro do prazo de um ano? Não corremos o risco de que as mesmas sejam equiparadas às da Escola Ana Faustina, que já vão com 5 anos e ainda não foram concluídas? Esperamos Senhor Governador que esta iniciativa não seja mais uma medida eleitoreira para favorecer os seus candidatos no próximo pleito eleitoral municipal. O nosso povo está enfrentando extremas dificuldades, por tanto não merece ser usado e manipulado”, questiona.

O governador Paulo Câmara autorizou na noite desta segunda-feira (23) a realização de uma importante obra para o Agreste Setentrional, a implantação de uma adutora interligando o Sistema Siriji (em Vicência, Mata Norte) ao Sistema Palmerinha (Bom Jardim) e a Cidade de Surubim e região. A obra receberá um investimento de R$ 40 milhões e deverá beneficiar diretamente 12 municípios da região.

Essa interligação irá permitir o reforço do abastecimento de água a partir da Barragem de Palmerinha, também conhecida como Pedra Fina, responsável pelo atendimento das cidades de Bom Jardim, João Alfredo e Orobó, além de reativar o ramal que anteriormente abastecia a cidade de Surubim, hoje assistida pelo Sistema Jucazinho, cuja barragem  encontra-se em pré-colapso com menos de 2% da sua capacidade de acumulação. O projeto irá garantir a segurança hídrica dessas três cidades, além de evitar o colapso do abastecimento de Surubim e região. 

A interligação do Sistema Siriji com Pedra Fina foi uma sugestão dada pelos secretários de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, e de Agricultura, Nilton Mota, ao governador Paulo Câmara para garantir o abastecimento d’água no Agreste Setentrional, uma das regiões mais afetadas pelo quinto ano de seca consecutivo. “A integração da barragem de Siriji com Pedra Fina é uma reivindicação antiga de Surubim, que foi apresentada no Seminário Todos por Pernambuco, realizado em abril no município, que foi atendida pelo Governo", destaca Danilo Cabral. O secretário Nilton Mota acrescenta que a "possibilidade da interligação Siriji e Pedra Fina voltar a abastecer a cidade de Surubim e outros municípios da região vai garantir a sustentabilidade hídrica do Agreste Setentrional”.

A decisão  do chefe do Executivo foi anunciada durante uma reunião realizada com os secretários Danilo Cabral, Nilton Mota e Thiago Norões, de Desenvolvimento Econômico, e com o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Segundo o dirigente da estatal, a obra deve ser  executada no prazo de 12 meses e faz parte da estratégia de buscar alternativas para viabilizar obras hídricas que viessem minimizar os efeitos  da falta de  chuvas para milhares de pernambucanos, em especial a população do  Agreste, que enfrenta hoje a  situação mais  grave do Estado. "A exemplo da água que traremos da Mata Sul para abastecer a Adutora do Agreste, com essa obra, será trazida água da Mata Norte para abastecer o Agreste Setentrional", afirmou Roberto Tavares.

É no Agreste que está localizada a Barragem de Jucazinho, em Surubim, que está operando hoje com o seu volume morto. Doze  cidades  estão  enfrentando um rigoroso rodízio de distribuição, de  dois dias com água  contra 28 dias sem, o pior calendário desde a inauguração da barragem  em   2011. “Tantos anos sem chuvas consistentes infelizmente farão a barragem de Jucazinho entrar em colapso, obrigando a Compesa a usar carros-pipa e buscar quaisquer alternativas para o abastecimento dessas cidades”, enfatizou Tavares. 

Com  a obra de interligação dos Sistemas Siriji a Palmerinha, a Compesa irá captar 150 litros de água por segundo, em 37 km de adutoras de 500mm de diâmetro. Com este volume e a reativação do antigo ramal de  Surubim, a Compesa pretende ampliar o atendimento deste projeto para outras cidades atendidas pelo Sistema Jucazinho, a exemplo dos municípios de  Casinhas e Santa Maria do Cambucá, Vertentes e Vertente do Lério. 

Fonte :http://www.albericocassiano.com.br/2015/11/se-reforma-do-ana-faustina-se-arrasta.html?spref=fb
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