Tributo a Eduardo Campos no Recife

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Amigos, familiares, militantes sociais e políticos de diversos partidos lotaram o auditório do shopping Paço Alfândega, no centro histórico do Recife, para homenagear o ex-governador Eduardo Campos, que nesta segunda-feira (10) completaria 50 anos.

Por mais de duas horas, se sucederam discursos de governadores, presidentes de partidos, parlamentares e familiares. Entre um e outro pronunciamento, poesia e arte.

Estiveram presentes a ex-candidata à presidência e ex-senadora Marina Silva, o senador Aécio Neves (PSDB), o ministro da Defesa Jaques Wagner, do PT, e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB, seu vice Márcio França (PSB).

Primeiro a discursar, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, falou da falta que Campos faz no atual momento de crise política e econômica que o país enfrenta. “Tenho encontrado muitas pessoas em todos os lugares onde vou que dizem: que falta nos faz uma figura como Eduardo Campos num momento de crise como hoje", disse.

Siqueira afirmou que, na oposição ou no governo, como presidente da República, o certo é que Campos teria um papel relevante na busca de superação desta crise. "Disso nem eu nem nenhum brasileiro tem dúvida”, dada sua capacidade de agregar diferentes forças políticas e sociais.

O presidente do PSB disse que Campos sonhava com um país desenvolvido, igualitário, “capaz de desenvolver sua economia sem perder o sentido da justiça social, da igualdade de oportunidade para todos”.

Esse sonho, afirmou Siqueira, continua a orientar o PSB e a inspirar muitos brasileiros. Mas ressaltou: “Esse sonho é nosso, e continua, mas não é só do PSB, está acima das diferenças partidárias.”

A ex-senadora Marina Silva, que assumiu a candidatura à presidência do partido após a morte de Campos, fez um discurso emocionado e defendeu o respeito à Constituição e à democracia.

“Quando algo tão dramático acontece em nossas vidas tem que ser para nos tornar melhores e maiores. O que Eduardo pede, com todos os que partiram com ele, é que nos tornemos melhores e maiores. E se não nos tornarmos melhores, também não temos o direito de ser maiores”, disse.

"Nesse momento difícil que vive o Brasil, o que poderia nos levar a ser melhores e maiores? Com certeza olhar de baixo pra cima para ver o que está acima de nós. Acima de nós está o Brasil, acima de nós está a nossa democracia, acima de nós esta a nossa Constituição, acima de nós estão 220 milhões de brasileiros que querem um Brasil melhor", afirmou.
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