Estamos no meio de uma briga política por poder entre os rodoviários. Ou seja, estamos perdidos!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Estamos perdidos. Aliás, estamos nas mãos dos rodoviários e de seus braços políticos. À mercê de um movimento de classe que tem o poder de parar tudo e que tenta, a todo custo, recuperar a força perdida nos últimos 30 anos não só como categoria, mas principalmente como sindicato. E que não se entende. O que é pior e mais prejudicial. Até quando está com o discurso afinado, desafinam. O movimento de paralisação desta segunda-feira (03/8) é um reflexo dessa desordem moral e prática. A briga política pelo poder no Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, de fato e de direito, é grande e só aumenta a cada dia, a cada manifestação, a cada greve. Por isso, estamos perdidos. Todos. Não só os passageiros do sistema de transporte, mas a sociedade em geral porque é inocência achar que, quando o transporte público sai de cena, apenas o ir e vir é comprometido. É muito mais do que isso.

No movimento desta terça-feira, pelo menos o quarto oficial realizado pela categoria desde que a antiga diretoria (leia-se Patrício Magalhães, que por mais de 30 anos comandou o sindicato) saiu de cena, ainda no segundo semestre de 2014, o combustível para a revolta foi a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de reduzir os ganhos conquistados pelos rodoviários no dissídio – baixou de 12% para 9% o reajuste salarial e de 59,57% para 9% o ganho no tíquete refeição. Mas não é apenas isso. Há mais por trás. A briga política interna da categoria turbina os líderes, mesmo dissidentes, que estimulam os trabalhadores. Motoristas, cobradores e fiscais que sofrem com baixos salários e péssimas condições de trabalho. E que têm força como categoria e disposição para parar. Ou seja, é a fome com a vontade de comer. E, assim, os rodoviários tornam-se massa fácil de manobrar.
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