Quinze mil alunos são vítimas de faculdade que não é credenciada pelo MEC

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Prestes a iniciar a construção da casa onde ia morar com o filho e a mulher, o vendedor Luciano Lira, 33, recebeu um panfleto informando que a Faculdade Extensiva de Pernambuco (Faexpe) estava com cursos superiores abertos. O baixo valor da mensalidade - R$ 149 - atraiu o morador de Cabrobó, no Sertão. Um ano depois de começar a frequentar aulas de segurança do trabalho, Luciano descobriu que a Faexpe não tem cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) e é investigada por suspeita de fraude. 

A entidade é acusada de ofertar cursos de extensão, graduação e pós-graduação, incluindo mestrado e doutorado, sem credenciamento, autorização e reconhecimento do ministério. As investigações foram acompanhadas, com exclusividade, por dois meses, pela TV Clube/Record.

Em 14 de julho, o Ministério Público Federal em Serra Talhada obteve decisão liminar, na 38ª Vara da Justiça Federal, determinando suspensão de atividades em 25 cidades do estado, interrupção de matrículas, indisponibilidade de bens dos proprietários no valor de R$ 400 mil, proibição de convênios com instituições credenciadas pelo MEC, e paralisação de anúncios publicitários. A decisão foi expedida pelo juíz Bernardo Monteiro Ferraz, que fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

 Sediada em Caruaru, a Faexpe atua em 43 municípios do interior de Pernambuco, além de outros 11 estados do Norte-Nordeste, segundo o MPF. O Ministério Público afirma que a instituição tem 15 mil alunos. A Faexpe diz ter oito mil matriculados.
Fonte :Diário de Pe.
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