“Governo “queimou” dinheiro e mentiu para revisar meta”, diz líder do PSDB

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), o recorde nos gastos públicos em 2014, quando registraram um déficit primário de R$ 17,2 bilhões, comprova que o governo Dilma mentiu à sociedade e ao Congresso para aprovar a revisão da meta fiscal e, dessa forma, livrar a presidente do crime de responsabilidade. Além disso, de acordo com Imbassahy, o governo “queimou” dinheiro dos brasileiros.

“Em novembro, durante a discussão da revisão da meta fiscal, o governo Dilma se comprometeu a realizar um superávit de R$ 10,1 bilhões, depois de ter reconhecido que não atingiria o resultado definido para o ano, que era de R$ 99 bilhões. Agora, ao fechar as contas de 2014, o país descobre que, em vez de um superávit – por medíocre que fosse – se gerou um déficit. Foi mais uma mentira contada em torno de uma causa: livrar a presidente do crime de responsabilidade”, afirmou.
Segundo o líder do PSDB, mesmo com o rombo nas contas públicas, o país investiu muito pouco e, consequentemente, a atividade econômica não foi estimulada o suficiente para gerar receita. De acordo com a execução do Orçamento da União de 2014, com dados do Siafi extraídos em 23 de janeiro, dos R$ 82,3 bilhões autorizados para investimentos, apenas R$ 19,1 bilhões ou 23,1% foram efetivamente pagos. “O país não cresceu, não investiu. Isso mostra que o governo Dilma gastou mal, queimou dinheiro dos brasileiros. E agora está mandando a conta para a sociedade, com aumento de impostos”, afirmou.

Imbassahy afirmou também que o governo Dilma destruiu mais um pilar do Plano Real e, com isso, aumentou a dívida do governo. No resultado divulgado hoje, a dívida líquida do Tesouro Nacional subiu 23,7% de 2013 para 2014. “Há anos o governo abandonou o controle da inflação, já que trabalha com o teto da meta, de 6,5%, e não mais com o centro dela, de 4,5%. Agora, pela primeira vez desde o Plano Real, fecha o ano com déficit primário. Sem gerar receita para abater a dívida pública, objetivo do superávit primário, o endividamento só cresce. É um retrocesso sem tamanho para o país”, afirmou o líder do PSDB.
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