Concurso da Polícia Civil 2015 é debatido em Audiência Pública no MPPE

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O último concurso para agentes e escrivães da Polícia Civil do Estado (PCPE), realizado em 2006 e vigente até março deste ano, está na pauta de Audiência Pública no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), situado na avenida Visconde de Suassuna, na Área Central do Recife, na tarde desta sexta-feira (16). Foram intimadas a comparecer ao local as Secretarias de Defesa Social (SDS) e de Administração (SAD). O promotor de Justiça responsável pelo caso, Maxuel Vignolli, é ligado à Promotoria de Direitos Humanos da Capital, mas quem vai participar da audiência é a promotora Irene Cardoso.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Áureo Cisneiros, é gritante a falta de efetivo dentro do órgão. São 5.600 policiais (entre agentes, escrivães, delegados e integrantes da Polícia Científica) em pleno exercício atualmente, contudo o número necessário para o funcionamento eficaz da corporação deveria ser de 10.400, segundo Decreto 32.341/08, assinado pelo então governador Eduardo Campos, morto em 2013 em acidente aéreo.

“Há um verdadeiro colapso no efetivo da Polícia Civil, que, atualmente, trabalha apenas com 40% do número necessário de policiais”, afirmou. “Só em 2014, o então chefe de Polícia, Oswaldo Moraes, mandou dois pedidos de nomeações. Nenhum foi aceito pela SAD”, completou Áureo. "O défict na Polícia Científica (peritos e auxiliares) também é grande: de 70%", declarou o sindicalista.

Segundo o dirigente sindical, a SAD alegou que irá realizar um novo concurso público em 2015 e, por isso, não iria realizar convocações referentes ao certame anterior. Para Cisneiros, não há motivo para esperar pela realização de outro concurso, pois os candidatos que aguardam a convocação já realizaram todas as etapas e aguardam, apenas, a convocação para participarem da Academia de Polícia. “Esse concurso ainda está vigente. Convocar esses candidatos representa uma economia para o Estado, que não vai precisar gastar com outro processo seletivo”, ponderou.

Paralisação

Os policiais civis do Estado ameaçam entrar em greve durante o Carnaval de acordo com o Sinpol. O motivo da paralisação é o valor a ser pago pelas diárias de horas extras na semana pré-carnavalesca (de R$54 para 24 horas trabalhadas) e durante os dias de Momo (de R$120 por plantão). Nesta sexta-feira, a entidade protocola um pedido de representação para tratar sobre o tema no Ministério Público do Trabalho (MPT), situado no Espinheiro, Zona Norte do Recife.

“É um absurdo esses valores propostos pelo Governo. Essa é a forma como essa gestão trata os policiais”, declarou o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros. Uma Assembleia Geral da categoria ocorre no dia 28 de janeiro, às 18h, na sede da instituição, situada na rua Frei Cassimiro, em Santo Amaro, Área Central do Recife. Lá, os servidores vão deliberar sobre o assunto. “Caso a administração pública não altere a proposta, os policiais podem pararas atividades no período do Carnaval. Muitos já afirmam que não aceitam esses valores irrisórios”, informou o dirigente.
Fonte :Blog dos concursos
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