Marina deve apoiar Aécio em troca de compromissos como reforma política para acabar com a reeleição .

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Além disso, outros pontos como sustentabilidade e manutenção de conquistas socioeconômicas serão condicionantes para a ex-senadora oficializar o aval para o mineiro.
Assim que perdeu nas urnas, a terceira colocada declarou que qualquer apoio dependerá de compromisso com o programa de governo e sinalizou o apoio a Aécio Neves ao dizer que o país não concorda com o que está no governo.
Marina Silva participou, nesta segunda-feira, de vários encontros com lideranças da Rede Sustentabilidade e integrantes do PSB. Um dos principais pontos discutidos, no apartamento dela em São Paulo, foi a reforma política para acabar com a reeleição. Além disso, outros temas são considerados prioritários pelo grupo de Marina no 2º turno como: sustentabilidade e a manutenção de conquistas socioeconômicas.

Para afinar as negociações, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e integrantes da cúpula tucana já iniciaram conversas com apoiadores de Marina. Até o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, antigo aliado do governo Lula, tentou se esquivar sobre preferência política neste momento ao afirmar que as decisões serão pautadas pelo plano de governo da coligação.

O companheiro de chapa de Marina, Beto Albuquerque já declarou o apoio a Aécio Neves. Nesta segunda-feira, o irmão de Eduardo Campos, o advogado Antônio Campos, usou a página social para confirmar o voto ao mineiro, porém aguarda o posicionamento da viúva Renata Campos e do PSB de Pernambuco.

Outro movimento que fortalece a aliança entre Marina e Aécio é um manifesto de intelectuais, que reúne mais de 170 assinaturas. Há nomes como os dos cientistas políticos Francisco Weffort, um dos fundadores do PT, o historiador Bóris Fausto e o filósofo José Arthur Gianotti, o economista José Eli da Veiga, um dos maiores apoiadores de Marina Silva, e o poeta Antonio Cícero, entre muitas outras personalidades.


O professor da Universidade de São Paulo José Álvaro Moises é um dos idealizadores da carta. Para o cientista político, a pluralidade das adesões torna o manifesto relevante para a sociedade.

Os pensadores devem lançar nesta semana um site para colher mais assinaturas. A coligação de Marina Silva decidirá na quinta-feira como será o posicionamento dos partidos no 2º turno. Enquanto isso, os seis partidos, que formam a coligação, já iniciaram as discussões individuais sobre os rumos da eleição.


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