Alianças do PT rompe com Armando Monteiro para apoiar frente Popular

domingo, 28 de setembro de 2014


Insatisfeita com algumas posturas adotadas pelo Partido dos Trabalhores (PT) na campanha eleitoral em Pernambuco, uma das correntes da legenda PTLM (PT de Lutas e Massa) decidiu neste domingo (28) abandonar o barco petista para apoiar os candidatos da Frente Popular – Paulo Câmara, ao governo de Pernambuco, e Fernando Bezerra Coelho para o Senado.
Em nota enviada ao Blog, o grupo relata descontentamento com a aliança do partido com o candidato Armando Monteiro e fala ainda do autoritarismo de lideranças na coordenação da campanha.
“O PT de Pernambuco vem seguindo um caminho que o afasta dos seus princípios éticos fundamentais. Desde 2012, nas prévias para eleição à Prefeitura do Recife, vimos o PT desprezar sua democracia e descumprir suas decisões de encontros do partido”, diz o texto.

Segundo Gilson Guimarães, um dos membros da Executiva Estadual do PT e coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff no Estado, a decisão de romper com a campanha majoritária está sendo discutida desde a última segunda-feira (23).
Depois de percorrer alguns municípios em encontros com os diretórios, o grupo redigiu um documento expondo as críticas às candidaturas de Armando e João Paulo (leia a íntegra abaixo).
Um dos pontos de insatisfação expostos por Gilson reside na postura das campanhas de Armando e João Paulo em “esconder” o nome de Dilma Rousseff nas propagandas eleitorais.
“Até 15 dias atrás, havia a rejeição em ligar o nome dos candidatos com Dilma, porque ela estava em baixa nas pesquisas. Até as peças de João Paulo dizem que ele é de Lula e Dilma mal aparece”, criticou Gilson, que entregou esta semana a coordenação da campanha no Grande Recife.
A corrente dissidente também afirma que “neste momento é impossível não reconhecer que a aliança história Frente Popular, da qual sempre estiveram juntos PT, PSB e PCdoB trouxe conquistas irrefutáveis ao povo de Pernambuco”.

Mas, no âmbito nacional, a PTLM mantém a decisão de apoiar à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Antes do rompimento do PT com o PSB, há dois anos, o grupo era historicamente ligado ao ex-governador Eduardo Campos e aos socialistas. Desde as eleições municipais em 2012, a ala do partido criticava as atitudes tomadas pela cúpula do partido. Nas eleições para Prefeitura do Recife, a corrente apoiou o nome do ex-prefeito João da Costa, que foi derrotado nas urnas por Geraldo Julio, afilhado político de Eduardo Campos.
Na época, eles já criticavam o autoritarismo de membros da majoritária do partido, nas figuras do senador Humberto Costa e do atual candidato ao Senado pelo PT, João Paulo.

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